Os Grupos de Apoio ás Mamães que Amamentam

A mulher que amamenta precisa de apóio para enfrentar obstáculos tais como: falta de informação, dificuldades para continuar amamentando quando trabalha, situações de emergências e, mais ainda, suas dúvidas sobre a própria capacidade di amamentar seu bebê. 

As mães merecem, e precisam de:

  • Ser escutadas com empatias: é importante ouvir e aceitar o que a mulher pensa e sente; colocar-se no lugar dela.
  • Informação básica, correta e no momento oportuno: OPORTUNO é o momento em que a mulher necessita de apoio, que não pode ser adiado.
  • Ajuda prática de pessoas capacitadas e de familiares, isto é, uma ajuda prática para: facilitar o posicionamento e a pega;  dar mais conforto à mãe; diminuir sua carga de trabalho em casa
  • Incentivo: Acreditar em si mesma é um componente fundamental para ser bem sucedida. O apoio que a mãe recebe pode ser algo formal como uma consulta do profissional de saúde ou informal como um sorriso de aprovação de outra mãe.

Proporciona-se apoio quando são fornecidas às mães informações corretas, assim como quando a mãe é “acolhida”, escutada e quando recebe suporte emocional no respeito dos seus valores e direitos.
O apoio é também uma das iniciativas propositivas da OMS e do UNICEF para o desenvolvimento de políticas e programas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento. o apoio às mães será o tema celebrado durante Semana Mundial da Amamentação 2008: “Se o Assunto é Amamentar, apóio à mulher em primeiro lugar”
Um dos instrumentos do apoio são os grupos de mães encorajados também pela IUBAAM que os cita no décimo passo para o para o Sucesso da Amamentação.
As pesquisas mostram que todas as formas de apoio, profissional ou não, aumentam a duração da amamentação e têm um efeito ainda maior sobre a duração da amamentação exclusiva.
As mulheres não só recebem apoio de várias pessoas, como também garantem e oferecem apoio de maneira ativa através dos grupos de mães que se apóiam uma a outra, compartilhando experiências, relatos, dúvidas, emoções, sentem-se parte de uma grande comunidade com uma finalidade comum: a saúde e o desenvolvimento de seus próprios bebês.
“A intervenção mais eficaz para apoiar as mães é criar pequenos grupos de apoio de mães. Isto proporciona o empoderamento das mães que podem voltar à ser protagonistas da cultura do aleitamento materno” (Maria Inês Fernandez, Filipinas)
È neste contexto que trabalham também ONGs nacionais e internacionais. A ONG mais abrangente neste sentido é La Leche League, que criada nos EUA, atua hoje em  65 países no mundo inteiro atendendo mais de 300.000 mães cada mês através uma rede de líderes que trabalham como voluntárias.
La Leche League foi fundada em 1956 por sete mulheres cuja missão foi dar apoio à outras mãe no aleitamento materno. Por isto, até hoje, o primeiro requisito exigido para se tornar líder de um grupo de mães de La Leche League é ter amamentado o próprio filho pelo menos até os nove meses de idade.
Todas as líderes recebem um treinamento teórico e prático e são submetidas a uma prova final para testar seus conhecimentos e sua capacidade de saber “escutar” a mãe sem criticar suas escolhas mas oferecendo todo o apoio do que precisa.
As líderes promovem uma série de quatro encontros mensais entre as mães que amamentam onde os bebês e até grávidas são bem-vindos. Terminada uma série, outra é começada e assim em seguida.
Cada reunião sempre aborda um assunto específico sobre aleitamento materno:

  • Vantagens da amamentação para a mãe e o bebê
  • A chegada do bebê: como superar as dificuldades
  • Como ter êxito na amamentação
  • Nutrição e desmame

Este esquema não é rígido porque em todas as reuniões podem ser abordados outros temas: a reunião transforma-se numa verdadeira roda de amamentação onde as mães compartilham as experiências e esclarecem as dúvidas, acompanham o crescimento dos bebês das outras mães e criam um vínculo de amizade com elas.
O quê diferencia LLL de outros grupos ou ONGs?

  • Os dez princípios da filosofia que norteia a atividade e a postura das líderes de LLLI no mundo inteiro e que incluem também uma visão de maternagem e paternagem visando o bem estar global das crianças.
  • Padrão de atendimento às mães igual no mundo inteiro: reuniões mensais; atendimento telefônico e por escritos (tradicional e eletrônico); visitas domiciliares.
  • Formação teórica e prática das candidatas através de líderes já ativas com a coordenação do Departamento  de Credenciamento de Líderes da Área latino-americana.
  • Suporte de um Comitê Científico e Encontros de atualização periódicos a nível mundial e regional.
PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE LA LECHE LEAGUE, ENTRAR EM CONTATO COM FRANCESCA, LÍDER DE LA LECHE LEAGUE BRASÍLIA E COORDENADORA DE ÁREA PARA O BRASIL (ligadoleite.brasilia@yahoo.com.br ou francescaromana99@yahoo.com)